Por: Ana Márcia
O carnaval já começou. Confete e Serpentina, Picolé de Manga, Anjo Azul, bandinhas de frevo e alaursas fizeram a festa, sexta-feira ( 5 ) nas ruas do centro da cidade. Uma multidão incalculável sacudiu o ferrugem das pernas no passo do frevo. Até os gourmetidos seguiram atrás das bandinhas e das troças por todos os cantos do centro da Capital. Elba Ramalho e Alceu Valença fizeram a festa. Mas, a gourmetida que vos fala, não agüenta mais as “estribeiras”, depois de caminhar tanto pelas ruas Duque de Caxias, General Osório, Trincheiras, ido ao largo da Catedral, e no outro extremo, ao Cordão Encarnado experimentar o sabor do Picolé de Manga, sucumbiu. Por favor, taxi!
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Antes, porém, marcando o passo, conferimos que folia e comida de rua se completam na espontaneidade e na energia. Rimas, fumaças, temperos, espetinhos, buzinas, pipoqueiras, bonecos, "churrasquinhos de gato", milho, tapioca e churros. Nada é proibido para repor as energias e no mais se não der muita sorte, um chazinho de boldo será providencial.
Ninguém imaginava que o cardápio ao céu aberto chegasse a ser a opção de refeição para uma legião de comensais que vivem de manhã, tarde e noite sem tempo nem para sentar. É o que o mundo batizou de “street food”.
Voltando para o assunto alimentar foliões: churrasquinho de carne com cebola, lingüiça, de frango, frango enrolado no bacon, asinha e espetinho de carne de sol. Olha só que cara boa!
No meio do frevo outra parada, cerveja e mais churrasquinhos. Melhor ainda depois de passar na farofinha. O churrasquinho preferido aqui foi o de frango. Tentei saber a receita, disse-me, o vendedor: “estou com pressa, mas é frango com suco de laranja e tempero pronto”. Ah! Sim, o segredinho. Olha a fumaceira!
Para quem não quer se arriscar e apenas manter as sensações gustativas de infância, pipoca e refrigerante. É isso, comida e folia de rua te encontram nas prévias carnavalescas, por aí. Agora, não pense que cachaça é água.
Créditos: Ana Márcia e Marc Whitehead