Aventuras Gastronômicas

Sua experiência gastronômica é contada aqui

 Como espaço de divulgação gastronômica,os gourmetidos poderão contar com a colaboração de chefs, gourmets e simpatizantes que dividirão suas experiências.A idéia é compartilhar com os blogueiros, curiosos e amantes da BOA mesa, nossas experiências com a culinária  na capital Paraibana, quer nas diversidades dos sabores encontrados na cozinha praiana, frutos do mar, quer na influência cultural da culinária regional, como também, dos espaços de cozinhas especializadas da cidade.



Tambaba e a Arca do Bilu

 

Por: Ana Márcia
 
Durante alguns dias estas paisagens não saíram da minha cabeça. Um mar de flores, maturis e  cajus novos exibidos sobre  cama verde de folhas redondas, descritíveis em beleza praiana. Falésias, corais e mar de cor impar.
 
 
 
 
 
 
Uma parada na praia de Tambaba. Evidente, caro leitor, sem me desnudar. Por lá, fui à procura da praia exótica da preguiça natural que faz o tempo passar. O que encontramos não foi sossego. Na areia da prainha nem dava para ouvir o mar quebrando nas falésias e corais. A praia estava cheia de curiosos, turistas, ainda tinha piquenique, som alto e tudo mais que não combina com Tambaba. Sem comentários.
 
Corri para a Arca do Bilu. Desta varanda o tempo finalmente parou. O esperado som do mar que iria nós encantar foi substituído pelo cheiro indescritível, doce e telúrico, das flores dos cajueiros e dos maturis. O Bar e Restaurante A Arca do Bilu já existe há uma década, mas especialmente hoje tenho outros olhos.
 
 
 
Imagine que este lugar não tem preço. Neste calor, poderíamos estar tomando um espumante ou uma cerveja, bem sentados, no ar-condicionado, mas graças a Bilu, o gourmetidos pode contemplar o mar, ouvir as histórias, ver os pássaros, sagüis, as falésias, pensar nas Baleias Jubarte amamentando seus filhotes, logo ali no horizonte. É verdade!! Este é o cotidiano de Marcus Bilú, o proprietário do lugar. Numa conversa questionei-lhe sobre crescimento. Ele simplesmente me disse: “Para que?!” 
 
 
 
 
É verdade, para que?! Quem tem uma  paisagem como esta da varando do bar restaurante, tem que ser um Noé, proteger a si mesmo e a natureza.
 
O lugar é uma opção agradável para quem vem às praias do litoral sul. A cozinha tem a beleza da culinária praiana: simples, ingredientes frescos e combinações harmoniosas em torno do leite de coco e os sabores da pimenta-dedo-de moça, malagueta, do coentro, salsinha, alcaparras e o alecrim. Eita! Fogo.
 
Nos petiscos destaque para Moquequinha de Peixe R$ 7,50; Ensopado de Camarão e Caranguejo R$ 7,00, Caju e Camarão ao Alho e Óleo R$ 36,90.
 
 
 
Para saborear sem pressa Peixe à Tambaba: o tradicional peixe cozido com legumes ao leite de coco da praia acompanhado de pirão e arroz R$ 45,90. Lenda de Tambaba: Caldeirada de frutos do mar com peixe, camarão, lagosta, marisco, siri mole, acompanhado de arroz, pirão e farofa de dendê R$ 65,90; Camarão à Tambaba: Camarão ao molho do leite de coco com legumes e arroz.
 
Pedi Peixe Barramares: filé de peixe (cavala branca ou pescada amarela) com alcaparras e camarões ao molho de alecrim acompanhado de purê R$ 45,90. O prato estava saboroso o peixe fresco teve o sabor realçado pelo molho a base de alcaparras e o perfume do alecrim, o camarão apesar de discreto não fez feio.
 
 
 
Um flagra da Gourmetida teen e nossa paisagem exuberante.
 
 
A Arca do Bilu é um lugar especial que interage totalmente com a natureza. É comum encontrar animais como tamanduá, camaleão, sagüis, pássaros, sem falar dos moradores de costume, os urubus e gaviões que adoram planar nas falésias.
 
Valho-me do apelo bíblico, a Arca como protetora da espécie. É um fato que o turismo é ascendente na região e isso exige algumas melhorias. No entanto, pensando bem na filosofia naturista, um lugar como esse, mudar, para que?! 
 
 
Arca do Bilu – Bar, Pousada e Restaurante
Rodovia PB OO8 Min. Abelardo Jurema
(83) 9972-2369
 

 

Créditos: Ana Márcia e Marc Withehead

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Mediterrâneo: massas caseiras e iguarias para degustar e comprar

Por: Ana Márcia

 
Mediterrâneo é o novo espaço de cozinha italiana em Tambaú, assinado pelo chef Ricardo Lyra que voltou a cidade, depois de concluir o curso de Graduação Tecnológica em Gastronomia pela Faculdade Salgado Filho, em Recife.
 
 
A casa é simples, mas de bom gosto. Ricardo, antes de enveredar pela gastronomia trabalhou como restaurador na Suíça Italiana.
 
 
O clima é acolhedor. No balcão, nas mesas e lavabo atentem-se para a restauração das peças de demolição que são usadas no ambiente, trabalho feito pelo próprio Ricardo.
 
 
As delícias do cardápio do Mediterrâneo podem ser consumidas no próprio restaurante, mas também podem ser vendidas no balcão, para quem deseja levar para casa. No lugar funciona uma boutique de massas caseiras e iguarias, produtos que caem super bem num  jantar informal, em família ou a dois.  O certo é que os produtos são feitos artesanalmente com preparação cuidadosa e detalhista.
 
Massas caseiras, conservas, pães, pestos...
 
 
O chef Ricardo sugere para uma degustação Mix de Frios: alho ao forno, mousse mista de ricota temperada, azeitonas pretas e tomates à provençal,  acompanhado de torrada de pães caseiros (R$ 9,50).
 
 
 
Uma delícia! A simplicidade dos tomates à provençal harmonizam bem com o alho assado no pão italiano, crocante e quentinho.
 
 
O cardápio possui clássicos da culinária italiana: Ravioli de Carne (R$ 21), Rosete de Ricota com Nozes (R$ 18,70), Nhoque de batata ao molho gorgonzola (R$ 19,50). Entre as massas longas destaque para o Linguine ao Pesto Genovês (R$ 13,50).
 
Para degustar, a gourmetida e Cris Evelise, pediram um Rondele de Ricota com Espinafre ( R$ 17,90).
 
 
O Rondele estava super recheado e a massa era fina e muito delicada.
 
 
 
É de dar água na boca!
 
As sobremesas são outro ponto alto e são vendidas também no balcão.
 
 
 
Destaque para o Pudim de Café com Calda de Laranja e Flechas Folhadas (R$ 6,90).
 
 
 
Torta de Maça com Massa Folheada (R$ 7,20).
 
 
 
Crocantes, perfumada, um deleite!
 
 
 
O Mediterrâneo funciona das 11 horas às 21 horas, aceita encomendas e reservas. Parabéns ao Chef Ricardo Lyra pelo talento indiscutível.
 
Mediterrâneo
Av. Olinda, 167
Tambaú
Fone: (83) 3247-1557
 
Créditos: Ana Márcia
  
 
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Cachaçaria Philipéia

Por Cybele Soares e Ana Márcia 

 Passear pelo centro histórico de João Pessoa é sempre uma delícia. Ver os casarões e ficar imaginando como seriam quando habitados, observar a combinação das cores fortes que tingem algumas fachadas, o corre-corre das pessoas que trabalham e mal podem apreciar a beleza existente mesmo nas paredes descascadas pelo abandono...

Bom também é poder entrar e sair em ruas curtinhas, acanhadas, talvez, mas que escondem preciosidades aquém dos pedestres apresados que tumultuam as ruas do centro. É, numa dessas vielas despretensiosas, num cenário entre o lúdico e o real que encontramos a Cachaçaria Philipéia, um lugar que alimenta os olhos, alma e a poesia dos que o freqüenta.

 
 
 
Situado na Rua Braz Florentino, número 35, a cachaçaria que já contabiliza cinco anos de existência recebe os clientes com uma placa onde se lê“Cachaça é alegria da alma e celebração da vida” e assim, não há quem resista ao convite de ver e sentir de perto a vibração dessa alegria.
 
Quem nos recepciona é Leda Almeida, esposa de Carlos Alberto Cavalcante, proprietário do local e um estudioso da típica bebida brasileira. Para começar, ela nos serve a Cana de Gengibre (R$ 2,00), preparada com a cachaça brejeira de Areia, e o melhor dos tira-gostos, o umbu. Pedimos também um Caldo de Mocotó (R$ 2,00) para forrar o estomago e evitar que a cachaça “suba” rápido demais, como dizem os mais experientes. O caldo, preparado com verdura e mocotó na panela de pressão, é realmente delicioso, contudo o toque especial não nos é revelado.
 
 
 
 
 
 Entre a degustação da bebida e a conversa com Leda é impossível que os olhos parem quietos. O pequeno espaço que a cachaçaria ocupa é decorado com objetos rústicos, cordões de cordéis, fotografias, cachaças antigas, livros, radiolas, barris, enfim, uma variedade de coisas que parece não ter mais fim. Perguntamos então a origem da decoração, e descobrimos que cada objeto daquele tem uma história diferente e que boa parte foi doada pelos clientes da aconchegante Philipéia.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Frequentada por um público pra lá de eclético, a cachaçaria é, inegavelmente, um espaço de sociabilidade de idéias e opiniões. Desse espaço, sem bancos ou cadeiras, “para que a cachaça não embebede”, como justifica o dono, surgem sempre novas propostas, soluções ou mesmo uma boa conversa. Assim como a pimenta que esquenta o caldinho de mocotó a nossa frente a Cachaçaria Philipéia esquenta nosso fim de tarde e nos revela que por mais distante que a modernidade nos coloque da poesia e da cultura popular , sempre há de ter um reduto que nos aproxime das nossas origens e nos faça refletir sobre presente e futuro sem deixar o passado à margem. 

 

 

 

 

Créditos Cybele Soares 

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Em terras Lusitanas; Coimbra

Por Cybele Soares
 
Assim como Cabral deve ter gritado “Terra à vista” ao ver nossas terrinhas brotarem no horizonte, as gourmetidas mochileiras gritaram “Delicias à vista” quando, ainda de longe, sentiram no ar o cheiro de chocolate vindo de uma certa casinha branca meio ao Jardim da Sereia em Coimbra.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hoje popularmente conhecido como Jardim da Sereia, o Parque da Quinta de Santa Cruz foi uma obra idealizada e construída no tempo de D. João V. Sua entrada, voltada para a Praça da República, junto à Universidade de Coimbra, é coroada por três estátuas representando a Fé, a Caridade e a Esperança. Sua beleza é impressionante, porém, não consegue ofuscar outra atração do Jardim, a Casa de Chá.
 
 
 
Entramos encantadas com as paredes coloridas e as mesinhas bem dispostas. Ainda tímidas pedimos canecas de chocolate quente para espantar o frio do inverno europeu.
 
 
 
A primeira caneca à chegar na nossa mesa foi exótica; Chocolate Branco com Frutas vermelhas.
 
 
Logo depois chega a especialidade da casa, uma caneca trifásica de chocolate quente ao leite com chantilly e uma camada densa de leite condensado ao fundo.
 
 
Para completar o deleite e gerar contradição, nada como um bom crepe com sorvete.
 
 
A tal casinha branca que exala o cheiro bom é mantido pela APPACDM de Coimbra, instituição que tem por missão integrar e desenvolver portadores de deficiência física e mental potenciando a sua individualidade e consolidando a sua participação efectiva na sociedade, o que torna cada uma dessas delicias ainda mais especial. 
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Serra Golfe Hotel, o lugar em Bananeiras

Por Ana Márcia

O Serra Golfe Apart Hotel é destaque na cena hoteleira da cidade de Bananeiras. Instalado num casarão do início do século passado possui cinqüenta e cinco apartamentos que são  um convite no aconchego do frio.
 
Destaque para o restaurante Serra Golfe e o Solarium piano bar abertos ao público. Outro ponto alto é a adega climatizada com mais de oitenta rótulos de vinhos franceses, chilenos, italianos, argentinos, portugueses e australianos.
 
 
 
O Gourmetidos foi conferir o que tem de melhor na cidade de Bananeiras e aterrissou no Hotel Serra Golfe em pleno “Caminhos do Frio”, foi o que deu, de pronto, nos entregamos as comodidades  das instalações: quartos confortáveis com TV LCD, café, ambientes para leitura, jogos e internet.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Contudo, Uma trupe gourmetida só quer saber de uma boa  mesa, então, que venha o café da manhã!
 
 
 
No Serra Golfe o café da manhã é  regional com valorização dos produtos sazonais encontrados no  Município: as frutas da estação, mel das cooperativas, queijos coalho e manteiga,  tapiocas, cuscuz, bolos, geléias e as iguarias feitas com a banana.
 
Para começar as fontes naturais de vitaminas. Mix de frutas da estação com sucos de melancia e abacaxi. Destaque para a jaca de sabor exuberante igual à majestade da árvore.
 
 
 
 
Na sequência, Banana Caramelada com cereais de milho e Banana gratinada com Queijo Coalho. Adorei! Uma pitada de força no café da manhã.
 
 
 
 A banana é fundamental para uma alimentação saudável e nesta versão estão saborosíssimas, agrada aos gregos e aos troianos.
 
Outro sabor que não pode faltar na mesa brejeira é o Cuscuz, agora, imagina com uma fatia in natura de Queijo Coalho com cobertura de Mel de Abelha, o café fica ainda melhor.
 
 
 
Ainda, provei do Bolo de Mandioca com Queijo Coalho e da Tapioca de coco. Café da manhã tradicional do brejo e do interior paraibano não pode faltar destas iguarias.
 
 
 
 
 
O serviço do Café da Manhã está aberto ao público, o preço de segunda a quinta-feira, é R$ 9,90 e de sexta-feira a domingo, a primeira refeição do dia é especial e custa R$ 13,90
 
O cardápio do Restaurante Serra Golfe apresenta uma variedade de pratos da culinária internacional com uma leitura regional. Filé mignon alto regado ao molho de provolone com ninhos de fetuccine dourado na manteiga e manjericão, R$ 32,90. Supremo de Frango filé de frango recheado com presunto queijo e ameixa com penne ao molho de queijo coalho com ervilha, milho e noz-moscada R$ 26,90. O peixe da região a tilápia tem um prato especial. Tilápia grelhada na folha de bananeira recheada com farofa de camarão, arroz de castanha de caju e creme de macaxeira, R$ 29,90
 
O comensal que desejar um prato mais requintado a sugestão é o Faisão ao molho de gengibre com arroz de urucum e farofa de pimenta rosa, R$ 62,90. Este é um prato especial da casa com cocção longa, cerca de duas horas para ser preparo. Outra, ou o comensal faz o pedido antecipado, ou quando espera, abre o apetite com as preciosidades da Adega.
 
Os organizadores do festival Caminho do Frio em Bananeiras prepararam uma programação cheia de aventura e arte.  Neste ano, o Festival Gastronômico vai de 26 de Julho a 1 de Agosto e os estabelecimentos participantes deverão utilizar no preparo dos pratos a tilápia, a cachaça e a banana como ingredientes. 
 
O restaurante Serra Golf está participando com o prato Tilápia Sabor da Serra preparado com filé de tilápia flambado na cachaça com crocante de castanha de caju acompanhado de risoto de banana, R$ 29,90. O Gourmetidos antecipa o que os comensais irão saborear. Para acompanhar o prato, o sommelier da casa Luiz de França recomenda o vinho argentino Diego Murillo, Merlot, 2008, do Rio Negro, R$ 57,90.
 
 
O Serra Golfe Apart Hotel é uma opção infalível para quem busca o descanso, o frio e  a beleza da cidade de Bananeiras, emoldurada pelos casarões antigos e prédios históricos, sem falar dos passeios  pela zona rural descobrindo sítios, engenhos e do encanto da cachoeira do Roncador.

Créditos Marc Whitehead e Ana Márcia

Serviço
 
Serra Golfe Apart Hotel
 
Rua Coronel Antônio Pessoa, 414 – Centro
 
Bananeira – PB
 
(83) 3367-1103
 

 

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