Exposição de cerâmica utilitária ‘Quem não pode com o pote não pega na rodilha’ está em cartaz no Museu Casa do Artista Popular, na Praça da Independência, em João Pessoa, numa promoção do Programa de Artesanato Paraibano, da Secretaria do Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba. Além da oportunidade de olhar de perto o trabalho dos artesãos, algumas peças estão à venda, sendo esta uma boa oportunidade para se adquirir uma panela espcecial que ajudará a realçar o sabor de uma moqueca de camarão ou de um rubacão.
Estão sendo mostrados potes, panelas, alguidares, pratos, quartinhas, fogareiros, cuscuzeiras, jarras, chaleiras e cumbucas, produzidos por 200 artesãos, oriundos de sete municípios paraibanos.
Destaque para os trabalhos da premiada mestre artesã Maria José Rodrigues, do Sítio Ligeiro de Baixo da cidade de Serra Branca; da Associação dos Artesãos de Maturéia; da Associação das Louceiras do Bairro São José da cidade de Cajazeiras; da Associação das Negras do Talhado do Quilombo do Talhado de Santa Luzia; dos artesãos Nevinha e Tota de Itabaiana; dos artesãos Israel e Carlos Alberto de João Pessoa e do Quilombo da Cruz da Menina da cidade de Dona Inês.
Sobre a cerâmica utilitária
A cerâmica, de modo geral, é importante na vida dos povos em várias comunidades do mundo inteiro, pelo seu uso como objeto utilitário religioso ou decorativo. Sua origem data da época primitiva, onde o homem logo após a descoberta do fogo começou a modelar com suas mãos objetos utilitários e religiosos, complementando assim, o seu modo de viver em grupo.
A cerâmica utilitária sempre teve a sua funcionalidade desde os tempos pré-históricos, atravessando mares e oceanos com a mesma técnica do feitio da utilização do barro. O barro é extraído, misturado às vezes com areia e água, amassado com as mãos ou instrumentos até a formação do objeto desejado, sendo cozido, variando de lugar para lugar.
A imaginação e a criatividade do artesão enriquecem a prática artesanal e o modo de confeccionar o objeto depende de cada região brasileira. No Nordeste, a cerâmica é trabalhada e tem características distintas, como observamos em objetos da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba. Muitos objetos são comuns como jarros, quartinhas, potes, pratos, cumbucas e panelas, com características próprias nordestinas, porém com detalhes e adornos próprios de cada cultura local.
O artesão que trabalha com o barro utiliza várias maneiras para confeccionar seu objeto, tanto com as mãos como com instrumentos rústicos como a roda do oleiro, o torno elétrico, o forno a lenha ou a energia elétrica. Traduzindo uma identidade cultural, o homem perpetua sua sabedoria, fruto de uma herança passada de geração a geração, contribuindo para as ciências humanas, antropológicas, sociais e arqueológicas, firmando
um compromisso com o desenvolvimento histórico-cultural da humanidade.
Serviço
Exposição de Cerâmica Utilitária ‘Quem não pode com o pote não pega na rodilha’ Onde: no Museu Casa do Artista Popular – Praça da Independência – João Pessoa – PB
Quando: de 25 de agosto a 25 de setembro de 2010
Horário: de terça a sexta das 9h às 17h, aos sábados, domingos e feriados das 10h às 18h.
Fonte:Assessoria de Imprensa do Evento