por Taissa Travassos
Sabe aquele cineminha à noite? Nunca seria a mesma coisa sem deliciosas bolinhas brancas, mas conhecidas como pipoca. Milho estourado em óleo quente, que podem ser amanteigados ou cobertos por chocolate, salgadinhas ou doces, mas sempre crocantes.
Não se sabe bem a história de onde se originou a pipoca, algumas lendas contam que o primeiro registro da existência desta delícia da culinária mundial se deu no Peru, onde os índios jogavam espigas de milho dentro do fogo e quando percebiam era uma explosão, onde pulavam os milhos estourados.
Nesse período a pipoca era utilizada de várias maneiras pelos povos nativos, desde para a benção em cerimônias religiosas, passando por adorno nas madeixas negras das índias até chegar à utilização mais conhecida por nós, como alimento. E não era considerado um alimento qualquer, era tida como uma comida de ocasiões especiais.
Quando os europeus chegaram à América logo ficaram encantados com a pipoca. E também não poderia ser diferente. Ela é mesmo algo mágico, que enfeitiça a todos com o seu aroma inconfundível e seu paladar indescritível. Os colonizadores, segundo a história, foram os responsáveis pela divulgação da pipoca pelo resto do mundo. Por onde passavam todos ficavam maravilhados e permanecem assim até hoje.
Quando vamos chegando perto de um cinema a primeira coisa que nos chama a atenção é o cheiro espetacular daquele milho estourado. Quando menos esperamos já estamos com um pacote imenso delas nas mãos e não paramos de comer um só segundo e como num passe de mágica, elas acabam e ficamos sem saber o que fazer porque cinema sem pipoca não é nunca a mesma coisa, não tem o mesmo sentido, a mesma magia, o mesmo encanto.
O certo seria comer pipoca todos os dias como se fosse a última do pacote. Para quem a adora o mundo não seria o mesmo sem elas, não teria aquele aroma indescritível que invade o nosso olfato. Para quem não gosta a dica que eu deixo é: comecem a apreciar, porque assim vocês conhecerão uma coisa maravilhosa que se esconde dentro de um carocinho de milho e que espera ser estourado para libertar os seus encantos. E “Viva a pipoca!”