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Bolo Confeitado: Arte e Sabor

19/08/2010

 

Por Cybele Soares

A história dos bolos é tão antiga quanto à própria origem da cozinha, afinal há relatos históricos sobre receitas de bolos feitos no Egito, em Roma e na Grécia, como oferenda aos deuses ou como elementos de ostentação da nobreza. Sempre associados a festas e comemorações os bolos ganharam características decorativas, que enalteceram e transformaram o doce em arte.

 Na Inglaterra, os bolos decorados apareceram pela primeira vez na corte de Elizabeth I. Basicamente se usava pasta de amêndoas (marzipã) moldada em vários formatos. Os ingredientes ficavam cada vez mais sofisticados e exóticos, já que o Império britânico fornecia produtos de todo o mundo. 

Acredita-se também que tenha sido a Itália a precursora na arte de bolos decorados. Quando Catarina de Médici se casou com o rei na França, Henrique II levou como dote seus confeiteiros, e seu bolo de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. A técnica foi difundida pela França e em 1660, quando o rei Charles II retornou de seu exílio, para reclamar o trono inglês, levou consigo um séqüito de habilidosos confeiteiros franceses.

 
A partir deste momento, quando os bolos ricamente decorados passaram a ser um hábito e também um símbolo de status e poder econômico, começou uma verdadeira corrida para saber qual corte produzia o bolo mais espetacular. O escultor Giovanni Lorenzo Bernini teria usado açúcar para algumas obras especialmente encomendadas.
 
Hoje em dia a indústria de decoração de bolos é um mercado próspero, atraindo artistas de vários meios, isso porque o  ofício da confeitaria vem se transformando uma forma de arte popular. Diversos “confeiteiros” foram treinados em outras artes antes de  trabalhar com o açúcar dos glacês. Um exemplo disso é Colette Peters¹, uma novaiorquina que antes de se entregar a doçura da confeitaria era pintora, ou  Goldman Duff ², de Maryland, que era um artista do graffiti. Entretanto há entre os grandes artistas da confeitaria aqueles que fizeram do Bolo seu primeiro meio de difusão artística, como é o caso da Inglesa Lindy Smith.
 
A arte e a culinária estão cada dia mais próximas, a decoração de bolos e as técnicas empreendidas atualmente são apenas uma pequena parcela do potencial desse mercado. Para os maiores interessados, há guias eletrônicos e inúmeras revistas que ilustram bem a realidade deste setor, desde a produção até a divulgação desta que é uma verdadeira mostra do sabor da arte.
 
Mais informações acesse: http://www.colettescakes.com/about_cc.html
                                      http://www.charmcitycakes.com/
                                      http://www.bonitabolos.com/novosbolos.htm
 
Créditos:http://mrbarbosa.zip.net/
 


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